Relação entre a falência do enxerto venoso e os desfechos clínicos subsequentes após cirurgia de revascularização do miocárdio.

Título do artigo original: : Relationship Between Vein Graft Failure and Subsequent Clinical Outcomes After Coronary Artery Bypass Surgery.

Referência: Circulation. 2012; 125: 749-756.

Autor do artigo original: Renato D. Lopes, MD, PhD.

Co-autores: Rajendra H. Mehta, MD, MS; Gail E. Hafley, MS; Judson B. Williams, MD; Michael J. Mack, MD; Eric D. Peterson, MD, MPH; Keith B. Allen, MD; Robert A. Harrington, MD; C. Michael Gibson, MD, MS; Robert M. Califf, MD; Nicholas T. Kouchoukos, MD; T. Bruce Ferguson Jr, MD; John H. Alexander, MD, MHS.

Fundamento: Falência de enxerto venoso (VGF) é comum após cirurgia de revascularização do miocárdio, mas sua relação com os resultados clínicos a longo prazo é desconhecida. Nesta análise retrospectiva, examinamos a relação entre a VGF, avaliados por angiografia coronária de 12 a 18 meses após cirurgia de revascularização do miocárdio, e subsequentes resultados clínicos.

Métodos e Resultados: Usando o banco de dados do trial Projeto de Engenharia Ex Enxerto Venoso via transfecção IV (PREVENT IV), que estudaram dados de 1829 pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio e tinham uma angiografia realizada até 18 meses após a cirurgia. A principal medida de desfecho foi a morte, infarto do miocárdio e nova revascularização após 4 anos da angiografia. A VGF ocorreu em 787 pacientes de 1829 (43%). O follow-up clínico foi completo em 97% dos pacientes com seguimento angiográfico. O composto de morte, infarto do miocárdio, ou revascularização ocorreram com maior freqüência entre os pacientes que tiveram alguma VGF comparados com aqueles que não tiveram nenhuma (razão de risco ajustada, 1,58, intervalo de confiança de 95%, 1,21-2,06, P = 0,008). Isto deveu-se principalmente por mais freqüente revascularização sem diferenças na morte (razão de risco ajustada, 1,04, intervalo de confiança de 95%, 0,71-1,52, P = 0,85), morte ou infarto do miocárdio (hazard ratio ajustada, 1,08, intervalo de confiança de 95%, 0,77-1,53; P = 0,65).

Conclusões- A VGF é comum após cirurgia de revascularização do miocárdio e está associada com nova revascularização, mas não com  morte e / ou infarto do miocárdio. Investigações adicionais são necessárias para avaliar as terapias e estratégias para diminuir a VGF para melhorar os resultados em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio.

Comentários -  Trata-se de mais um estudo retrospectivo que demonstra que a VGF é bastante comum nos primeiros anos após a cirurgia de revascularização do miocárdio (43% nesse estudo), mais alta até que a taxa reestenose aos 6 meses na maior parte dos estudos com stents convencionais ,estando relacionada principalmente com nova revascularização da lesão alvo, mas sem relação com morte e/ou infarto do miocárdio.